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A
ARCÁDIA, O CÁRDIO E OS PRIMÓRDIOS DA INICIAÇÃO
Extraído
de Arthur Franco, A IDADE DAS LUZES, Wodan, 1997, P. Alegre,
Brasil
Seria
Arcádia apenas um mito? Como mito, então, qual seu significado
mais original? O que contam os primitivos mitos gregos? Por que
tantas referências foram feitas pelos mais variados autores
antigos, de Aristóteles a Clemente de Alexandria, de Herodotus a
Nicolas Poussin? Conheça o que a própria História tem a falar
sobre a mais primitiva Grécia, e a importância capital que ela
teve no desenvolvimento de todos os Antigos Mistérios. Penetre no
Mundo dos Números Iniciáticos para descobrir o profundo
significado da mais perfeita das representações Humanas: o Coração!
A
ARCÁDIA HISTÓRICA
48000
a.C.
- A esta época a remonta Arcádia, segundo os estudiosos. Segundo
Curtis N. Runnels (Scientific American, março/95), os arcadianos
podem ter habitado aquela região, ao centro da península do
Peloponeso, há cerca de cinqüenta mil anos atrás, causando,
através de milênios de esgotamento dos recursos da terra, uma
severa erosão que gerou a terra árida, repleta de arbustos e
rochas, que conhecemos atualmente. Até o século IV a.C. Arcádia
foi a parte mais afastada do Peloponeso, com o dialeto de características
mais antigas, os cultos religiosos mais singulares e com a mais
primitiva reputação. O dialeto arcaico arcadiano sobreviveu com
uma notável semelhança com o dialeto levado por colonos gregos a
Chipre cerca de 1200 a.C.. Este dialeto grego os cipriotas
continuarão a usar até meados do período clássico (século V
a.C.), mantendo a antiga escrita silábica. Os arcadianos -
juntamente com os frígios e os egípcios - têm a fama de ser o
povo mais antigo do mundo.
"Os
egípcios, antes do reinado do rei Psammetichus, julgavam-se o
mais antigo povo da humanidade. Desde que Psammetichus,
entretanto, tentou saber quem era realmente a primitiva raça,
disseram-lhe que, embora eles ultrapassassem todas as outras nações,
os Frígios ultrapassavam-nos em antigüidade."
(Herodotus,
The
History, William Benton Publ., USA, 1952, Book II, 2,
p.49)
Os
frígios eram os habitantes da Frígia, localizada ao sul do Mar
de Mármara, que une o Mar Negro ao Mar Egeu, numa região
atualmente pertencente à Turquia. Na Grécia Antiga, os poetas
cantavam a enorme anterioridade dos arcadianos, descrevendo-os
como mais velhos do que a Lua. Frígia e Arcádia, na verdade, em
linha reta não distam mais que 330 milhas (530 quilômetros), a
mesma distância que separa Hamburg de Stuttgart, e mais perto que
a distância em linha reta de Paris a Toulouse ou de London a
Glasgow. Se a anterioridade dos frígios era reconhecida pelos egípcios,
não é de se surpreender a idade dos seus vizinhos arcadianos.
E
os Mistérios de Elêusis, que veremos, em 1800 a.C., retratarem o
profundo pitagorismo arcadiano, só perderão em antigüidade para
os Mistérios da Samotrácia, uma ilha do mar Egeu a cinqüenta
milhas de Tróia e a cem milhas da Frígia. Se por um lado na Grécia
não é discutida a antigüidade de Arcádia, no Egito tampouco, a
confiarmos no discurso de Platão, no Timeu, quando o sacerdote egípcio
diz a Sólon, referindo-se a Atenas:
"De
nossas duas cidades, a mais velha é a vossa, por mil anos, pois
recebeu vossa semente de Gaia e Hefaístos. Esta é mais recente.
Ora, depois que esta região foi civilizada, escoou-se, mostram
nossos escritos sagrados, a cifra de oito mil anos."
(Platão, Timeu,
Ed. Hemus, São Paulo, 1981, p.72)
O
sacerdote da cidade egípcia de Saís referiu-se a Atenas, a
cidade grega regida pela deusa homônima, filha de Hephaestus. Mas
Atenas regia também a própria Saís, uma Atenas filha de Neilus,
o Egípcio. Daí a anterioridade requerida pelo sacerdote do Nilo.
O próprio Heródoto testemunha a origem egípcia das deidades
gregas:
"Quase
todos os nomes dos deuses vieram à Grécia a partir do Egito.
Minhas pesquisas provam que todos eles eram derivados de uma fonte
estrangeira, e minha opinião é que o Egito forneceu o maior número.
Pois com a exceção de Netuno e de Dioscûri, e Juno, Vesta,
Themis, as Graças e as Nereidas, os outros deuses eram conhecidos
desde tempos imemoriais no Egito. Isso eu afirmo na autoridade dos
próprios egípcios"
(Herodotus, The
History, Book II, 50, p.60)
Já
na Grécia, Arcádia era lembrada com anterioridade mesmo na
origem dos deuses. E isso não apenas quanto à Lua, que teria
vindo após os arcadianos. O próprio Zeus, segundo os antigos
gregos, de suas três origens, duas procediam de Arcádia: "Um
em Arcádia, o filho de Aether, os outros dois [Zeus] sendo filhos
de Cronos, um em Creta e outro novamente em Arcádia" (Clement
of Alexandria, Exhortation
to the Greeks, Harvard University Press, 1953, p.57)
Apolo,
por sua vez, para o qual Aristóteles enumera cinco origens, tem
uma delas a partir de Silenius, originando o arcadiano Nomius ou
pastor (Clement of Alexandria, op.cit.,
p.59).
ARCÁDIA:
O OLIMPO ESOTÉRICO OU O CORAÇÃO
Como
veremos mas adiante, em 1656 d.C., Arcádia representa um ideal
muito mais profundo que todo panteão olímpico. Enquanto o Olimpo
representa a idealização humana de, pretensamente, unir-se a
Deus (Zeus) externamente na sua mais pura forma, Arcádia
representa a concreção dos "deuses" terrestres,
essenciais para esta nossa jornada terrena. Iniciaticamente, Arcádia
originou o próprio Olimpo. Enquanto o Olimpo se exteriorizava e
se poluía nas mãos dos sacerdotes e nas paixões humanas, Arcádia
permaneceu pura, original, tal como sua língua e crenças
religiosas, mas representando o centro imaculado. Por esta razão
duas das três origens de Zeus provém de Arcádia. Se ao Olimpo
cabe a intelectualidade religiosa, o cérebro, a Arcádia - o inóspito
centro do Peloponeso - se deve o coração. Enquanto os gregos - e
toda a humanidade - dirigiam-se em massa às figuras externas, às
idealizações, ao exotérico, Arcádia lembrava o centro, a
origem, o esotérico.
Como
bem abordou Campbell, observando a peregrinação em massa dos
hindus para morrerem nas poluídas águas do Ganges:
"A
concepção da peregrinação como um movimento interior, para o
centro de nosso próprio coração, está sendo traduzida
literalmente, num ato físico. É bom fazer uma peregrinação,
desde que, ao fazê-la, você medite sobre o significado deste
ato, e saiba que é para dentro, para sua vida interior, que está
se encaminhando."
(Joseph Campbell, As
Transformações do Mito Através do Tempo, Cultrix,
S.Paulo, 1992, p.95)
Todo
o segredo dos Augustos Mistérios, da Luz recebida pelos iniciados
e do entendimento de Deus depende, basicamente, deste centro cardíaco
representado, para os gregos, por Arcádia. Ela representa a
terceira etapa nos Mistérios de Elêusis, coroada pela epopteia
ou pelo êxtase da compreensão (vide ano 1800 a.C.). É o centro
do corpo mental, que está no centro do corpo emocional, que por
sua vez está no centro do corpo físico. Todos estes centros se
encontram no coração, e lá a luz é dada ao neófito:
"Daí,
parece ter sido demonstrado que os homens organizados para o
desenvolvimento de forças superiores não podem dar, aos que não
estão dispostos a isto, nenhuma idéia, senão muito vaga, da
verdade superior. Assim todas nossas disputas e nossos escritos
pouco servem. Os homens deveriam imediatamente ser organizados
para a percepção da verdade. Quando nós escrevemos este
in-folio, todo sob a luz, os cegos não verão mais claro. Deve-se
dar-lhe logo o órgão da visão. Agora, a questão é: Em que
consiste o órgão de percepção da verdade? O que é que faz o
homem capaz de a receber? Eu respondo: Dentro da simplicidade do
coração; pois a simplicidade encontra o coração numa situação
conveniente para receber puramente o raio da razão, e aí
organiza o coração para a recepção da Luz." (D'Eckhartshausen,
La
Nuée Sur Le Sanctuaire, Bibliothèque des Amitiés
Spirituelles, Paris, 1979, pp.18-19)
O
entendimento dessa Arcádia profunda era tão árido para os
gregos como a própria Arcádia. A população de Arcádia, exceto
os pastores, emigrava buscando mais oportunidades, especialmente
com os jovens cheios de energia.
DE
ARCÁDIA A ARCTURUS
O
nome Arcádia advém de Arkades, que em grego significa povo do
urso. Segundo a tradição arcadiana, seu povo descendia do deus
terrestre Arkas (Urso), que era filho da ninfa Kallisto. Kallisto
é conhecida pela denominação de Ursa Maior. A ligação
profunda da lenda da Ursa Maior, tão antiga como o mundo, será
primordial para entender muitos movimentos posteriores ligados à
tradição iniciática. Sua proximidade com a história da tribo
de Benjamim é muito grande, como veremos.
A
Ursa Maior teve várias denominações ao longo dos tempos e na
história dos vários povos. A ligação com a lenda de Arthur,
que veremos adiante, é nítida se observarmos que na língua
celta original de Arthur arth significa Ursa, enquanto Arktos -
palavra grega que designa Urso - era o antigo nome grego da
constelação. O próprio nome original de Arthur - Arthurus - é
uma contração de Arth com Ursus. A constelação também teve os
nomes de Septem Triones (Sete Bois), Carro de David, Arado,
Esquife, Arca de Noé, Hélice e Septarsi (7 sábios, em sânscrito).
Ursa, entretanto, foi sua denominação mais comum.
A
história da Arcádia é a história de Arkas, filho de Kallisto.
Kallisto era a grande companheira de Artêmis, que muito veremos
nas tradições que se seguirão. Artêmis é Diana, a deusa da caça.
Kallisto, decidindo permanecer virgem, afastou-se do convívio
mortal e passou a fazer parte do grupo de ninfas que acompanhavam
Artêmis. Zeus, apaixonando-se e desejando ardentemente tê-la,
transformou-se na própria Artêmis, aproximou-se e possuiu a moça.
Envergonhada, Kallisto refugiou-se no fundo do bosque. Lá deu à
luz a Arkas. Kallisto, tentando ocultar o ocorrido, voltou
participar do grupo de ninfas virgens que acompanhavam Artêmis.
Artêmis, sendo uma deusa e tudo sabendo, percebeu o engodo e
transformou a jovem numa grande ursa. Kallisto, então, ficou a
vagar pelos bosques de Arcádia. Arkas, por seu lado, cresceu ao
lado de Zeus e tornou-se um belo e forte caçador. Um dia,
passeando pelos bosques de Arcádia, Arkas encontra uma grande
Ursa, que o seguia, a qual não sabia ser sua mãe. Ao atirar-lhe
uma flecha, Zeus imediatamente transformou Arkas num pequeno urso
(a Ursa Menor), o qual, reconhecer sua mãe na Ursa Maior, correu
ao seu encontro. Finalmente, Zeus os homenageou colocando ambos
nas duas próximas constelações do norte Boreal. Esta alegoria
mostra bem a grande importância de Arcádia no plano de Zeus.
Estando
representada pelas duas constelações - pela Ursa Maior ARCTOS e
pela Ursa Menor ARKAS - Arcádia tem também na próxima constelação
do Boiadeiro (Bootes) uma forte ligação com sua lenda. Arthur e
seus cavaleiros serão uma continuação da sagrada tradição
arcadiana. Uma das primeiras indicações deste fato está
justamente na constelação de Bootes, a qual teve, na antigüidade,
o nome latino de Portidor Ursae ou o Guardador da Ursa de Arcádia.
Sua primeira estrela - Alfa de Bootes - chama-se justamente
Arcturus! Arcturus traduz-se originalmente por "O Guardião
do Urso", ou mais exatamente, "A Cauda do Urso",
pois "ouros" quer dizer cauda e "aktos" Urso.
Na mitologia grega, Bootes era filho de Deméter. Seu irmão lhe
roubara a herança e, para prover seu sustento, teve que pegar na
foice e no arado. Para premiar a Bootes, os deuses colocaram-no,
juntamente com seu arado, no céu. O antigo nome da Ursa Maior -
Septem Triones ou Sete Bois - deriva daí, pois a Bootes coube
Arkas ou Arcádia, a terra da Ursa. Esta saga se repetirá milênios
depois com a tribo hebraica de Benjamim, que também perderá sua
grande herança - Jerusalém - resgatando-a apenas com a conquista
das Cruzadas por Godfroi de Bouillon. A árida Jerusalém será,
então, a Arcádia da Cristandade e dos Judeus. Da mesma forma que
Bootes, os arcadianos isolaram-se numa terra muito pouco cobiçada,
a menos atraente da Grécia, onde somente os Pastores da Arcádia
saberiam valorizá-la. Estes fatos serão muito importantes para
compreendermos a alegoria do quadro de Poussin, "Les Bergers
d'Arcadie" - Os Pastores de Arcádia, e os mistérios ligados
a Rennes-le-Château no século XIX ...
Extraído,
com alterações, de Arthur Franco, A
IDADE DAS LUZES, Wodan, 1997, Porto Alegre)
IDADE
DAS LUZES
(Arthur Franco, 540 pgs., 61 figs) é uma publicação da WODAN
Editora Ltda. Todos os Direitos reservados.
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AS
TRIBOS DE BENJAMIM, DE DAN E A FUGA PARA ARCÁDIA
A
região dos Benjamitas era exatamente esta região onde se situa
Jerusalém, numa faixa que une o Mar Morto ao Mediterrâneo. Na
verdade, no início a faixa mais próxima do Mar pertencia à
tribo de Dan. Pode-se, então, melhor compreender as lendas
posteriores de que imigrantes de Dan, que iniciaram o culto à
deusa Diana, tenham emigrado para a Europa nos primórdios da
civilização grega. Os Benjamitas seguiram naturalmente este
caminho, dadas as facilidades de trânsito comercial para aquela
região.
Neste
período deve ter ocorrido a migração dos Benjamitas para Arcádia,
na Grécia, ou para Tróia, que estava nas mãos dos gregos de
Micenas. Arcádia estava exatamente no centro do reino de Micenas.
Em sua "História
da Guerra do Peloponeso", Thucydides (460-400
a.C.), descreve sob uma interessante visão a civilização grega
arcaica.
No
primeiro capítulo de sua obra, Thucydides descreve os primórdios
do estado grego, dando-nos uma idéia do que era a chamada região
de Arcádia e sua posição especial em relação às outras províncias.
Nota-se que, a exemplo da maioria das regiões da Grécia, sua
condição climática e o solo eram magníficos, fazendo de Arcádia
um alvo potencial - como de resto as outras regiões - da cobiça
e do ataque de outros povos. Este ambiente impedia estas regiões
de terem sua população radicada, pois a todo momento estavam
sujeitas a uma invasão. Entretanto, de todas as regiões
climaticamente favorecidas, apenas Arcádia não estava sujeita ao
que Thucydides definiu de formação de "facções", que
dilaceravam o estado em favor do individualismo egoísta. Ora, por
que Arcádia era a exceção? A Attica não era cobiçada pois seu
solo era pobre. Daí o seu desenvolvimento mais calmo e seguro,
longe da cobiça dos outros povos. Mas Arcádia, o que tinha? É
provável que fosse a forte influência da religião e hábitos
fortemente cosmopolitas dos hebreus que lá emigraram com a expulsão
dos hebreus Benjamitas e com a migração do povo de Dan. Como de
resto aconteceu em todos os lugares para onde emigrou o povo
hebraico, eles adaptaram-se às mais variadas condições, graças
à sua união como povo e à sua versatilidade para absorver novas
culturas, ao mesmo tempo em que aceleravam o desenvolvimento das
regiões. O fato é que Thucydides não explica por que Arcádia
é esta exceção. Algo em seu povo fazia-os manter uma união
como estado maior que as outras regiões da Grécia, de condições
geográficas semelhantes. Talvez tenha sido a mesma coisa que mantém,
há 4000 anos, unido o povo de Israel em torno de uma mesma
cultura, algo que seus primos, companheiros e contemporâneos - os
fenícios - também souberam representar: a harmonia
através da cultura e do comércio livres, fatores comuns a toda
civilização estável. Mas vamos a Thucydides no primeiro capítulo
de sua obra:
"...
é evidente que o país agora chamado Hellas não tinha, nos
tempos antigos, população estável; ao contrário, migrações
eram de ocorrência freqüente, as muitas tribos prontamente
abandonando suas casas sob a pressão de força maior. Sem comércio,
sem liberdade de comunicação seja por terra ou mar, cultivando não
mais de seu território que as exigências da vida requeriam,
destituídos de capital, nunca plantando sua terra (pois eles não
podiam dizer quando um invasor viria e levaria tudo, e quando eles
viessem não teriam muros para barrá-los), pensando que as
necessidades de sustento do dia-a-dia poderiam ser supridas em um
lugar tanto quanto noutro, eles se preocupavam um pouco em mudar
de residência e, conseqüentemente, nem construíram grandes
cidades nem atingiram qualquer outra forma de grandeza. Os solos
mais ricos eram sempre os mais sujeitos a essas mudanças de
senhores, tal como na Tessália, na Beócia, na maior parte do
Peloponeso - excetuando-se Arcádia - e as partes mais férteis do
resto de Hellas. A benevolência da terra favoreceu o
engrandecimento de cada um individualmente, criando, assim, facções
que revelaram-se uma fértil fonte de ruína. Por conseguinte a
Attica, da pobreza de seu solo desfrutou desde um período remoto
a liberdade das facções, nunca mudando seus habitantes. E aqui
está uma exemplificação não dispensável de minha afirmação
de que as migrações eram a causa de não existir o
correspondente crescimento em outras partes. As mais poderosas vítimas
da guerra ou facções do restante da Hellas refugiavam-se com os
Atenienses como um seguro retiro; e num período muito antigo,
tornando-se naturalizados, inchavam a grande população da cidade
a uma tal altura que a Attica tornou-se muito pequena para mantê-los,
e eles tiveram que ser enviados para colônias da Ionia."
(THUCYDIDES,
The
Peloponnesian War, Book I, I.2, Enc. Britannica,
1952, p.349)
A
GRÉCIA CLÁSSICA, A ARCÁDIA...
(THE
TIMES, Past
Times - Atlas of Archaeology, London, 1991, p.163)
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